Carta aos viajantes que saem para se reconectar consigo mesmo

carta aos viajantes

Um ano de pandemia do coronavírus. E agora? Aquela viagem no feriado ou aquele ano sabático que você tanto precisava para se reconectar com sua verdadeira essência, para descobrir o que você realmente gosta, precisou ser adiado.

Claro, inúmeras pessoas deram suas “escapadinhas” nesse período, mas a situação aqui no Brasil só piora e a gente precisa ficar em casa, na medida do possível. Viagens não são prioridades.

O que a gente faz?

Está na hora de viajar… PRA DENTRO!

A Monja Coen comentou que meditar em um templo budista envolto do verde da natureza, pode ser muito fácil, comparado à meditação no centro de São Paulo, com barulhos infernais “atrapalhando”. E que esse era o desafio: encontrar a sua meditação, a sua paz interior, principalmente onde parece não haver.

Acredito muito que sair para viajar pode ser uma ferramenta muito útil na busca do autoconhecimento, mas precisamos lembrar que o autoconhecimento sem pensar no coletivo não serve de nada, e ainda precisamos nos resguardar em casa.

Ter uma viagem como válvula para se conhecer é fácil, o desafio é estar dentro da sua própria casa e buscar o silêncio, buscar o encontro do seu eu consigo mesmo.

Porque utilizar de artifícios para fazer algo que está dentro de você?

Para “se encontrar, se reconectar, se autoconhecer”, você só precisa de você mesmo. Olhar pra dentro. O externo é a realidade que criamos. A viagem é uma muleta (muito agradável, mas uma muleta).

Eu mesma sempre digo que vou viajar para algum lugar e que quero ir sozinha, para adentrar na minha jornada espiritual. Mas essa jornada está comigo onde quer que eu esteja, inclusive e principalmente na minha própria casa.

Poder ficar em casa já é algo que nem todos os seres humanos tem a faculdade de escolher. Não se sinta mal por mais uma quarentena forçada.

Honre o momento, saia em busca da sua jornada interior da forma mais roots: aí mesmo onde você está, sem poder mudar de cenário.

“Ah, mas muito do sentimento de autoconhecimento das viagens vem por estar perto de pessoas diferentes.”

Meu pai me fez mochileira

Então pense ainda mais no coletivo, internalize o senso de coletividade dentro de você. Pense no quanto todos esses acontecimentos estão forçando o mundo a rever esse conceito.

Às vezes a gente planeja uma viagem achando que estamos prontos para ela, mas a Vida é soberana e pode te mostrar que muitas teorias vendidas por aí são só aparências, e que encontrar o que você precisa não se trata de quem percorreu mais quilômetros e chegou no lugar mais verde e calmo do mundo.

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