Além da Curva

Oi, prazer, me chamo Juliana, mas pode chamar de Ju sim!

Não quero me apresentar te contando do meu currículo, para mim não importa qual curso universitário tenho diploma. Parece que despejar nosso Lattes é o que nos faz aparentar força nessa sociedade consumida pelo desejo de “ser alguém”. Mas eu acho entediante essa conversa.

Falar quem nós somos é impossível, visto a quantidade de vezes que mudamos ao longo da vida – até mesmo ao longo do dia, para alguns.

Vou te contar sobre o que me moveu a criar este espaço que tem tudo que eu fui até o momento: dicas de viagens, reflexões sobre as mesmas, dicas de filmes e seriados, reflexões sobre eles, textos sobre depressão, luto e o comportamento de todos nós como sociedade neste planeta chamado Terra.

Minha estrada começou a ser real muito antes que eu pudesse pensar nela. Eu estava andando de carro e acabou que ele não “sobreviveu” a uma das curvas da estrada, capotando comigo, minha mãe, meu irmão e minha avó, nos levando para o abismo.

E assim começou minhas referências às curvas e estradas da vida, minhas metáforas que eram tão literais. Eu fui a única sobrevivente, passando por uma mudança espiritual imensa.

Imergi num mundo desconhecido por mim que vivia dentro de uma bolha. Comecei a enxergar o mundo diferente e a querer seguir caminhos distintos.

Por muito tempo hesitei em entrar numa estrada e a fazer parte dela. Eu sonhava, sabia que precisava dela, mas não tinha coragem de enfrentá-la novamente.

Se quiser, pode ver o vídeo abaixo onde explico sobre o nome do blog.

Eu passei por um processo de mudança onde aquela garota que queria viajar por um período curto para lugares com mordomias e regalias, passou a se tornar parte das viagens, fazendo com que elas não fossem apenas ciclos reduzidos da vida para relaxar e divertir, mas sim para aprender, entender, respeitar e transmutar.

Eu entendi que queria mergulhar dentro de cada pessoa que passasse em minha estrada, além de, claro, mergulhar dentro de mim mesma.

Considerei que eu precisava viajar para relaxar sim, mas também para lembrar de sorrir, para aprender e me informar, absorver tudo que eu não sei, mas arrogantemente penso saber.

Precisava começar a encontrar beleza, história e inspirações tanto em lugares distantes como na esquina da minha casa.

Eu costumo dizer que vivi uma vida antes dessa primeira curva entrar no meu caminho e que renasci e vivo algo totalmente diferente após o acidente.

Eu mudei da água pro vinho, não consigo nem imaginar que essas minhas duas vidas estão ligadas e como podem fazer parte de uma mesma linha temporal, porque não se condizem. É como se aquilo que eu já fui não fizesse parte de quem eu sou… é uma memória tão longe, distante e vaga.

E tudo começou por uma curva que me paralisou por um instante.

Acho que a vida de todas as pessoas tem dessas curvas, algumas literais, outras não.

Chapada dos Veadeiros sem carro

São aqueles momentos que doem e nos fazem aprender na dor, que acontecem para que a gente cresça – se permitirmos – e descubra a nossa essência e, consequentemente, o que realmente nos faz feliz, assim como nos mostra a força que nem imaginávamos ter e que não nos deixa desistir, porque existe alguma coisa muito importante para ver e fazer nesse mundo.

Acho que isso eventualmente deve vir para todos, às vezes de maneira sutil ou com força total, para chacoalhar de vez.

No meu caso eu estava muito acomodada em uma vida fácil e jamais sairia da minha zona de conforto se não fosse essa curva tão “cruel”. Não foi fácil… não é fácil, aliás, pois não acabou o aprendizado, é só o começo.

Por todas as curvas que aparecem e aparecerão em nossas vidas – afinal por aqui já vieram outras depois dessa primeira -, por todos os caminhos que não temos como fugir, que chegarão quer gostemos ou não, eu tô aqui pronta para me aventurar na estrada e saber o que mais ela tem para me ensinar e oferecer.

Vem comigo? Vamos juntos!

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1 Comment

  1. ♥ menina linda que amo muito.

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