Camping Simplão de Tudo – Paranapiacaba

Simplão de Tudo Paranapiacaba

Desde minha primeira visita à Paranapiacaba tive vontade de voltar para acampar no Simplão de Tudo, o camping da Cris, que é uma figura muito bacana por ali.

COMO CHEGAR NO SIMPLÃO DE TUDO

De São Paulo pegamos metrô até o Brás e de lá trem para Rio Grande da Serra. Encontramos 3 rapazes na saída do trem que também iriam para Paranapiacaba e dividimos um táxi.

O taxista nos deixou no ponto final do ônibus, na parte alta da vila, e de lá atravessamos a ponte para esperar o TAXISIMPLÃO do Fernando (que não é alguém desse mundo) em frente à padaria.

Vimos pelo facebook os horários que a Kombi sairia de lá. Aliás, fomos num feriado que estava rolando um festival de reggae no camping, o Weedstock.

RESERVA NO SIMPLÃO

Mesmo indo em época de festival e feriado, optamos por não fazer a reserva antecipada e acabou ocorrendo tudo bem. Chegamos na porta e pagamos pelos dias que iríamos ficar, em dinheiro. Acredito que a reserva só seja essencial para quem irá se hospedar nos quartos, pois são poucos.

De resto, é só chegar e armar sua barraca, só tome cuidado onde vai acampar pois o terreno contém partes irregulares, sem grama e com pedras. Não levamos lona, mas vendia no bar e deu tudo certo.

O CAMPING SIMPLÃO DE TUDO EM PARANAPIACABA

O nome diz tudo sobre o lugar, super simples mas mega funcional. Tem uma cozinha comunitária e o fogão é a lenha. Os banheiros são de água gelada, exceto por um com água quente. Existe um poço delicioso de ficar lá embaixo, e eu quase esqueci da vida sentada ali conversando com a Yara. Fui em um momento em que precisava conter a ansiedade e estar ali, na floresta como eles chamam, ajudou demais. Queria um poço daquele no quintal de casa! As pessoas se reúnem, respeitando seu espaço mas trocando muita ideia com os desconhecidos. Adorei.

No camping tem um espaço com pebolim e mesa de sinuca super legal para interagir, e um bar que vende pinga com mel e outras bebidas, além de alguns salgados, inclusive veganos.

Como fomos no festival, tiveram várias bandas se apresentando. Eu não conhecia nenhuma, mas adorei. Teve ainda pintura facial, reiki, oficina de turbante, etc. A vibe era muito maneira. E as pessoas que vão para lá parecem acompanhar a energia do lugar, pois encontrei apenas pessoas de bem com a vida.

Pagamos R$ 80,00 de sexta à domingo e R$ 20,00 da Kombi (ida e volta incluso no preço). Conhecemos uns rapazes que não pegaram a Kombi e foram andando do centro de Paranapiacaba, mas se arrependeram e voltaram com a gente no carro. O percurso não é pequeno, tem muita subida e, dependendo da hora, o sol estará bem quente e te cansará mais rápido, ainda mais com mochila e barraca nas costas.

“Perto” do Simplão tem algumas cachoeiras. A que mais ouvi falar foi a Cachoeira das Mandalas“Siga as mandalas” me diziam, mas não consegui encontrar nada. Talvez os gnomos as tivessem escondido de mim rs.

Andamos pela estrada sentido Paranapiacaba e fomos perguntando para quem aparecia qual o caminho de alguma cachoeira. Chegamos em um restaurante e os donos nos deram a direção para uma delas.

Por estar em mata fechada, o sol mal batia na água e foi um sufoco para entrar nela, mas segue a premissa “cheguei até aqui, claro que vou entrar”. E entrei, arrepiando toda a espinha, mas um banho de cachoeira é sempre renovador.

Saímos da cachoeira e descobrimos que havia outra trilha para um mirante, porém já estávamos cansados e já estava tarde, assim resolvemos deixar para uma próxima. Ah, antes de chegar no restaurante que nos levou para a cachoeira mencionada ali em cima, passamos pela Cachoeira da Macumba, que continham todo aquele clichê em seu entorno: velas e arroz. Porém já antes de chegar nela, pelo caminho havia muito lixo jogado no chão e foi uma sensação muito ruim de estar ali num lugar tão sujo. Encontramos casca de banana, embalagem de doce e muitos outros materiais que demorarão anos para se decompor.

Acho que o melhor do Simplão de Tudo são as pessoas que o frequentam, como eu já disse elas parecem acompanhar a energia do lugar, só encontrei gente animada, respeitando o próximo, ajudando um ao outro, só me fez adorar ainda mais Paranapiacaba.

Claro, eu dou muita risada lembrando de algumas figuras pelo camping, tem muito “louco” por lá, mas eu que adoro os “loucos” achei tudo normal. Até porque a loucura hoje em dia é meio relativa, né? Me senti no País das Maravilhas quando Alice ouve “somos todos loucos aqui, eu sou louco, você é louca, ou não teria vindo parar neste lugar”.

Definitivamente é um espaço para quem não tem preconceitos, quem não se importa que horas são, muito menos com sua aparência. Eu fui me olhar no espelho apenas quando cheguei em casa, em São Paulo, e foi uma sensação que trouxe algo de bom dentro de mim.

Antes de terminar preciso dizer para se atentarem às roupas e calçados que irão levar.

Paranapiacaba em si, como comentei no post da Trilha do Mirante, já possui um tempo muito instável que muda num piscar de olhos, com muita neblina e tempo fechado, imagina num local mais afastado e no meio da mata como o Simplão de Tudo. Peguei chuva nos meus dias de acampamento e tudo virou lama ao anoitecer. Vimos algumas pessoas escorregando e levando capotes.

Acredito que um tênis ou uma bota seja a melhor solução (e se puder, evite calçados brancos). Mesmo que não aparente fazer frio, leve uma calça e um moletom ou jaqueta, vai fazer diferença.

De resto, desliga o celular e vai curtir o que a floresta te oferece.

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