O que fazer na Ilha de Marajó – Soure e Salvaterra

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É no norte do Pará que fica o maior arquipélago flúvio-marítimo do mundo, a Ilha de Marajó é gigante e conta com muito o que fazer por lá.

Existem locais que ficam mais fáceis de acessar pelo Amapá do que pelo próprio Pará. Ela é banhada pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins.

São 12 municípios que fazem parte da Ilha de Marajó, sendo Soure o lugar mais buscado e conhecido pelos turistas, além de sua vizinha Salvaterra. As outras cidades são: Santa Cruz do Arari, Afuá, Anajás, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista. Sendo que muitas destas tem difícil acesso.

O Marajó é calmo, mesmo em sua capital, a vida é simples e respeitam muito suas raízes. É um ótimo local para conversar com as pessoas que são muito hospitaleiras (duvido você não se apaixonar pelo marajoara), conhecer outros pontos de vista, outras comidas, outras características e tomar banho em águas deliciosas.

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Como chegar na Ilha de Marajó:

Para chegar na Ilha de Marajó, especificamente em Soure, onde possui mais opções de hospedagem e infraestrutura, é preciso navegar.

A melhor forma é sair de Belém, pelo Terminal Hidroviário que fica na Av. Mal. Hermes, 901, no bairro Umarizal.

Caso você esteja de carro e queira ir com o veículo para a Ilha de Marajó, precisará pegar uma balsa que fica em Icoaraci.

Soure fica entre duas e três horas de Belém. E existem duas opções para chegar até lá:

Pegar uma lancha da Expresso Golfinho, que é a forma mais rápida e simples de chegar. O trajeto dura duas horas de Belém a Soure, em uma lancha rápida com ar condicionado, banheiro e poltronas reclináveis. Sendo que ela sai sempre de manhã.

De Belém a Soure, de segunda a sábado sai às 08h15.
De Soure a Belém, de segunda a sábado sai às 05h30.

Custa R$ 48,00.

Como o horário pode ser um pouco insatisfatório para algumas pessoas, há a opção de pegar um barco da empresa Banav que tem horário de saída no período da tarde. Foi o que eu fiz na ida, voltando de Golfinho.

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Pela Banav você vai até o Terminal Hidroviário de Belém para pegar um barco até a cidade de Camará. O trajeto leva três horas e a passagem custa R$ 25,83. O barco possui cadeiras rígidas de plástico e é todo aberto, com dois andares.

Do porto de Camará saem vans (que você verá logo na saída com muitos motoristas te abordando) para Soure e Salvaterra. Você também encontrará ônibus que vão direto para uma dessas cidades.

Como eu cheguei a noite em Camará, já não tinham mais vans que iriam até Soure e peguei uma outra que levou até Salvaterra no local de onde saem balsas e rabetas (barquinhos) para Soure.

De lá peguei uma rabeta (R$ 2,50) para atravessar, é bem rapidinho. E chegando em Soure, uma moto-táxi até minha hospedagem, o Tucupi Hostel.

Recomendo que compre a passagem com antecedência, principalmente se for nas férias ou em feriado. A Banav possui site e a Expresso Golfinho só pessoalmente ou por telefone (91) 98166–8297.

Como se locomover na Ilha de Marajó:

Como todo e qualquer canto, você pode utilizar seus pés, seus queridos pés que te aguentam o dia inteiro, para conhecer o local. Porém, algumas distâncias são cruéis ou apenas não queremos caminhar.

Na Ilha de Marajó você pode optar por se locomover das seguintes formas:

Bicicleta: uma maneira muito gostosa de se locomover, assim você faz tudo no seu ritmo, consegue apreciar a vida local e a paisagem, e fazer um exercício físico.



Soure e Salvaterra, as principais cidades, são planas, ou seja, você não precisa se preocupar em tomar fôlego para subir qualquer morro. Isso facilita muito para ir e voltar de alguns pontos turísticos.

No Tucupi Hostel eles alugam bicicleta para os hóspedes, o que foi ótimo, pois quando eu queria sair de bike, ela estava ali pronta para mim.

Moto-táxi: existe muito moto-táxi em Soure e em Salvaterra, o que facilita muito a viagem, principalmente de quem está chegando ou voltando da ilha apenas com mochilas.

Eu estava viajando com um mochilão e uma mochila de ataque, foi uma forma mais barata e rápida para que eu chegasse no hostel.

Em um dos dias peguei o contato do Thiaguinho, um cara muito gente boa, que me levou em vários cantos de Soure, apresentando um pouco da cultura local, com muito bom humor. Ele é uma figura e muito conhecido por todos, e faz vários passeios guiados além de apenas levar e trazer dos locais. Além de tudo ainda ama tirar fotos da gente.

Caso queira salvar seu contato para quando chegar em Soure chamá-lo para conversar, levar e buscar de algum ponto, ser guia, fotógrafo ou contar algum causo, deixo seu número de telefone: (91) 8481-8803.

Ele cobra, em média, R$ 50 ou 60,00 para levar para vários pontos de Soure. O valor pode mudar dependendo de outros locais que você queira visitar e se quiser ir para Salvaterra também.

Táxi: caso precise você também encontra táxi em Soure. Porém, recomendo essa forma de transporte apenas se estiver com malas grandes e mais pessoas, afinal, sai mais caro e você não sente tanto o clima da ilha quanto das formas anteriores.

O que fazer na Ilha de Marajó:

Eu fiquei surpreendida com o pedaço da ilha que conheci. Fiquei quatro dias e penso que deveria ter reservado mais dois, no mínimo.

Gostei tanto que fiquei até com medo de não me sentir tão bem nos outros lugares que ainda iria conhecer nessa viagem, como Alter do Chão e Algodoal.

Em Soure notei muitas casas de palafita, porque na época da chuva a maré sobe muito e invade tudo. Antes desse povo ganhar material para construir esse tipo de casa, elas eram todas de pau a pique.

Búfalos:

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É na Ilha de Marajó que encontramos a maior concentração de búfalos do Brasil, tendo mais animal do que pessoas. Em média são 600 mil búfalos, de onde tiram o couro e o leite, fazendo manteiga e queijo, além da carne que é super popular por lá. O animal movimenta toda a economia do Marajó.

Esses animais chegaram por engano na Ilha de Marajó, após um naufrago de um navio que ia em direção à Guiana Francesa. Os búfalos conseguiram nadar e chegaram até a praia, onde conseguiram se adaptar.

Os búfalos são encontrados por toda parte e são bem tranquilos, são utilizados pela polícia, para carga e tem quem faça turismo com eles, porém não recomendo.

Fazendas:

Muitas fazendas abrem suas portas para o turismo, seja como hospedagem ou para atividades. Possuem visitas à mangues, igarapés, praias, turismo com os animais e parada para almoço caseiro.

Como não incentivo o passeio nos búfalos, também não o faço. Logo, uma das principais atrações das fazendas já não seria do meu agrado.

Custando em média R$ 150,00 uma visita dessas, não pensei duas vezes ao descartar essa opção. Como você verá abaixo, fiz um passeio por igarapé com o Seu Catita e visitei uma praia com árvores de mangues, logo, não senti falta da visita à uma fazenda.

Mas se você fizer questão, a visita mais famosa é a da Fazenda São Jerônimo, que começa com uma montaria no búfalo, passando pelo manguezal, igarapés e parada rápida numa praia que foi gravado o programa No Limite.

Chopp e Açaí:

Andando pelo Marajó comecei a reparar que muitas casas tinham placas de “Vende-se Chopp” e outras luzes e/ou bandeiras vermelhas em suas portas. Sem entender muito bem, perguntei a Sérgio o que significava aquilo.

Chopp no Pará é o mesmo que o nosso Geladinho, Gelinho, Sacolé ou Chup Chup. E são deliciosos e bem baratinhos. Vale a pena se lambuzar no calor do Marajó.

Já as luzes e bandeiras vermelhas nas casas significam que ali produzem e vendem o açaí, o verdadeiro açaí, como gostam de lembrar.

Então agora você já sabe onde conseguir açaí quando visitar o Marajó.

Soure:

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No meu primeiro dia, contratei o moto-táxi e guia Thiaguinho, que comentei ali em cima e deixei seu telefone, onde ele me pegou no hostel, levou até a Praia e Comunidade do Pesqueiro, depois me buscou na Praia do Céu e parou para um pôr do sol na Fazenda Bom Jesus. Custou R$ 50,00.

Praia do Pesqueiro:

Uma das principais praias da cidade, fica a 10 km do centro da cidade. Na época de minha visita (setembro) a cidade estava vazia, logo a praia também estava calma, mas dizem que ela fica lotada no período de férias escolares.

Aqui existem dunas e pontos com água salgada, mas em sua maioria a água está salobre. Você verá coqueiros nessa parte também.

Possui uma boa estrutura com mesas e guarda-sóis na areia, e, claro, restaurantes.

Quando a visitei estava com a maré baixa (no Pará você aprende que a vida se norteia pela maré) e quase não conseguia enxergar a água de tão longe que ela estava. Por ali tem muitas arraias, então tome muito cuidado.

Vila do Pesqueiro:

Seu Catita

Um pouco para a esquerda da Praia do Pesqueiro, fica a vila de pescadores, onde pode-se observar mais do dia a dia dos moradores, principalmente os pescadores locais que vão e vem, junto com os urubus.

Pare para conhecer a Associação das Mulheres do Pesqueiro, onde podemos encontrar remédios naturais e artesanato.

Alguns moradores oferecem hospedagem e almoço também.

É aqui que mora o Seu Catita, um senhor mega conhecido no Marajó, que já levou 24 ferroadas de arraias e só depois de mais velho é que decidiu usar botas na pescaria. Muito interessante conversar com ele, ver sua visão da comunidade do Marajó e, claro, fazer algum passeio.

Passeio de barco pelo Mangue e Igarapé:

Ao invés de fazer esse passeio por alguma fazenda, resolvi fazer com o Seu Catita. Lembrando que só é realizado quando a maré está cheia.

Fomos eu e mais um casal do Rio de Janeiro. O moto-táxi-guia-fotógrafo Thiaguinho agendou para mim esse passeio. Foi muito agradável com direito à banho em dois igarapés. Ele também parou para caçar turu, um molusco que vive dentro de árvores e, por isso, tem um gosto amadeirado.

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No fim ele me deixou na Comunidade do Céu e voltou com o casal para a Praia do Pesqueiro.

Valor: R$ 50,00 por pessoa.
Saída da praia em frente à Vila do Pesqueiro.

Praia e Comunidade do Céu:

Uma praia ainda “nova” para os turistas, que está começando a ser incluída nos roteiros e que, particularmente, eu amei.

Ela é isolada e consequentemente vazia. Realmente pensei estar no céu, pois só havia eu e a natureza ali, meu paraíso. Não possui muita estrutura, contando apenas com um restaurante, o Brisa do Céu, que também é pousada. As moças que trabalham por lá foram mega simpáticas.

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A comunidade é linda, com casinhas coloridas de palafita e uma biblioteca ainda mais bonita. Se você quiser se hospedar por aqui, tenha em mente que estará ainda mais distante de tudo, mas poderá desfrutar de uma paz imensa e ter uma experiência diferente.



Para mais informações, deixarei o telefone deles: (91) 98013-9223 ou (91) 98400-2785.

Para chegar aqui você pode fazer o passeio com o igarapé que eu fiz com o Seu Catita ou pagar R$ 5,00 apenas pela travessia com ele ou outro barqueiro. Também pode chegar de moto-táxi, que foi minha escolha para voltar de lá (combinei com Thiaguinho para me buscar em certo horário e, pontualmente, lá estava ele).

Pôr do sol na Fazenda Bom Jesus:

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Uma das tantas fazendas que existem no Marajó, com muitos búfalos soltos que podemos avistar enquanto atravessamos por ela. Achei o máximo encontrar com eles ali e foi mais do que o suficiente para mim esse contato com os animais.

Essa fazenda é recomendada para o pôr do sol porque ele acaba espelhando na água, tornando um momento ainda mais único e especial.



O céu estava com muitas nuvens, mas eu achei o pôr do sol que peguei bem singular e adorei. Foi poética a cena.

Praia da Barra Velha:

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Uma praia também popular em Soure e que fica a pouco mais de 3 km de distância do centro (e 6 km do Tucupi Hostel). Fui de bicicleta até ela com mais uma galera que estava no hostel.

Com estrutura mediana, possui alguns restaurantes com comida boa e cadeiras na praia.

Aqui a água também é salobre e conta com ondas que nos faz acreditar que estamos diante do oceano e não de um rio.

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Mas o diferencial daqui são as árvores de mangues, com suas raízes fortes e bonitas. O visual realmente impressiona por ser incomum em praias.

Carimbó:

A melhor parte de toda a minha viagem para o Pará foi descobrir o Carimbó. O ritmo indígena foi algo que tocou meu coração e meus pés. Quando começou a tocar, eu fiquei bem tímida, não conhecia ninguém, mas foi impossível ficar parada, mesmo sem saber dançar eu tive que ir pra pista.

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Em Soure eles promovem várias apresentações de Carimbó, pergunte na sua hospedagem ou pela cidade mesmo onde terá. Vale a pena demais.

É uma arte que há 200 anos vem resistindo e no Marajó vive e pulsa em cada morador.

Fui em uma roda de Carimbó na AMPAC que o Sérgio, dono do Tucupi Hostel, indicou. Aliás, quando eu cheguei, ele mesmo já estava lá se esbaldando de dançar. Todos na cidade dançam bem demais, é hipnotizante vê-los. As crianças aprendem a dançar já na escola e elas são uma gracinha, não dá pra tirar o olho delas seguindo o ritmo.

Quem tocou foi o Mestre Diquinho e os Tambores do Pacoval, e eles são incríveis.

Entrada: R$ 20,00.

Artesanato de cerâmica no Ateliê Arte Mangue Marajó:

Esse é o ateliê de Ronaldo e Cilene Guedes, criado em 2005 para preservar a cultura da arte na cerâmica, que os marajoaras fazem a milhares de anos.

Eles possuem oficinas e ao visitar o ateliê vemos tanto as peças finalizadas para venda, quanto as que ainda estão em construção, em todos os seus processos.

Vale a pena passar por lá, conhecer essa arte, os artistas e, quem sabe, até comprar alguma coisa. Os preços são bem justos.

Salvaterra:

Essa é a cidade vizinha de Soure e para chegar nela basta atravessar de barco para o outro lado da ilha visível do trapiche. A passagem custa R$ 2,50.

Já em Salvaterra, com um amigo que fiz no hostel, procuramos um moto-táxi para nos levar até a Praia de Joanes. Ele cobrou R$ 50,00 para nos levar e nos buscar em um horário determinado.

Praia e Ruínas de Joanes:

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A praia mais distante que visitei, ela fica a mais de 18 km do centro de Salvaterra. Até pensamos em ir de bicicleta pois tudo por lá é plano, mas debaixo do sol quente do Pará, seria cruel todo esse percurso. E enquanto íamos até a praia, dei graças à Deus que mudamos de ideia, não ira aguentar a pedalada.

Ela tem uma estrutura razoável, com um restaurante com comida boa e redes espalhadas. Estava bem vazia e tranquila, e suas águas são mais calmas.

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A única tristeza foi ver a quantidade de lixo que chegava até a praia pela água. A Praia de Joanes em si não é suja, mas o lixo acaba vindo de outra direção pelo rio e fica por ali.

Numa caminhada de 05 minutos você poderá encontrar as Ruínas da Igreja Jesuíta de Nossa Senhora do Rosário, construída no século XVII.

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12 Comentários

  1. Sempre fui a fim de conhecer esse lugar, acho que pelas cerâmicas e pelos búfalos e percebi que muita gente foi agora em 2019. Salvei aqui esse super post com todas as dicas para planejar uma viagem para a ilha de marajó!

  2. queria muito ter visto o carimbo, uma pena que fomos tao rapido e q choveu uma parte do dia. mas pelo menos vimos um pocuo da comemoração na rua

    1. Ahh, o Carimbó foi algo muito especial pra mim, mas que bom que conseguiram ver um pouco da comemoração… quem saber numa outra oportunidade vejam mais né?

  3. Que delícia de viagem para conhecer Marajó! Eu sou apaixonada pelo Pará, morei de vontade de voltar e explorar mais aquela terra maravilhosa

  4. Que legal, adorei saber um pouco mais sobre Marajó. Ja fui algumas vezes para Belém, mas nunca cheguei a conhecer a ilha. Fiquei com vontade de ver essa comemoração de perto.

  5. Que POST completo sobre o que fazer na ilha de Marajó! Adorei as fotos! Estão lindas, parabéns! Fiquei super curiosa para conhecer esse lugar.

  6. Como assim Seu Catita tomou 24 ferroadas de arraia e tá firme e forte??? Esse é super homem!! E eu certamente ia pedir um chopp achando que é a boa e velha cerveja! Kkkkkk Muito bom seu relato sobre a Ilha d Marajó!

    1. Eu também quando ouvia chopp pensava na cerveja! hahaah E ficava sem entender nada… só depois me contaram o que era. E Seu Catita é guerreiro viu, Deus me livre tomar UMA ferroada, quanto mais 24 kkkk

      1. Sem dúvidas, muuuito legal! Obrigado pelas dicas sobre Marajó, pois estamos planejando uma viagem pra lá. Post nada mais do que completíssimo. Só elogios. Parabéns!

  7. Estive lá no último reveillon e gostei muito, mas só conheci Soure. Pretendo voltar e conhecer outras partes da ilha

  8. Eu fiquei em Salvaterra e fui de balsa, pegando em Icoaraci. A minha primeira experiência foi bem legal, pena que muito rápida. Amei as praias, mas queria mais tempo para conhecer as fazendas.

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