O que fazer em Olinda em 1 dia

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Ó linda! Fui conhecer Olinda e me encantei demais por essa cidade vibrante, conheci muita coisa em 1 dia e consegui fazer tudo o que as ladeiras de lá nos proporcionam.

A cidade é conhecida pelo seu carnaval e sua cores, que vibram e nos trazem alegria. Em minha viagem rumo à Paraíba, consegui vôos com milhas para Recife e decidi explorar um pouco de Pernambuco e esse local tão animado que via na televisão em meados de fevereiro. Passei uma noite em Olinda, mas só andei pela cidade no dia em que cheguei mesmo. Bora conhecer comigo um pouco desse encanto de lugar, que tem muitas chances de te fazer bem.

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Como chegar

Eu cheguei pelo aeroporto Internacional de Guararapes em Recife e de lá peguei um Uber até meu hotel em Olinda que deu R$ 33,00. Na volta dividi o Uber com uma argentina e ficou mais ou menos R$ 15,00 pra cada. Não vale a pena pegar táxi do aeroporto, eles cobram R$ 70,00.

Uma outra opção, claro, é alugar um carro. A viagem leva um pouco mais de meia hora.

Ônibus: na Av. Boa Viagem passa o ônibus 910 Piedade – Rio Doce que tem o destino final em Olinda e custa R$ 4,40.

Onde se hospedar em Olinda

Fiquei na Casa Viva Amparo B&B e fiquei encantada com o local. Muito sossegado, tinha apenas eu e mais uma hóspede argentina que amei conhecer, aliás. Todos os ambientes são muito charmosos, com detalhes super fofos que alegram nosso dia sabe?

Paguei R$ 90,00 a diária pelo Booking com café da manhã. E olha, que delícia de café. Tinha pães, frios, sucos (a dona até fez um suco de laranja na hora pra mim), leite, café, iogurte, bastante frutas variadas e de excelente qualidade, bolos (inclusive o bolo de rolo) e muitas coisas bem gostosas mesmo. Eu comi até ficar bem satisfeita.

Meu quarto era com cama de casal e banheiro privativo fora dele. Eu adorei. A cama era super confortável e tinha uma rede para relaxar após subir tantas ladeiras da cidade de Olinda rs. O banheiro era super limpo e o wi-fi pegou super bem.

A localização é excelente, fica na Rua do Amparo e deu pra andar por Olinda toda de maneira bem tranquila. Cansei, óbvio, mas não porque a localização é ruim e sim pela cidade ter tantas ladeiras. Adorei demais a recepção, foi tudo lindo e saí de lá me sentindo muito bem. Recomendo de olhos fechados.

Segurança

Antes de sair de casa aqui em São Paulo já haviam pessoas comentando o quanto era para eu tomar cuidado em Pernambuco. Quando cheguei e fui para Olinda, o motorista do Uber me disse que nem era bom eu ter pego o ônibus de Recife para Olinda pois teriam muitos assaltos. Quando desembarquei para minha hospedagem, ele disse para eu não ficar andando sozinha porque seria perigoso. Ouvi e agradeci pelo conselho.

Não sei se foi sorte minha, ou o quê, mas não tive nenhum tipo de problema relacionado à falta de segurança. Como eu contratei um guia na cidade, talvez isso tenha afetado (ou não) minha percepção. O guia era local então todos o conheciam na cidade e ninguém mexeu comigo ou tentou me assaltar.

Como disse, não posso dizer se falta tanta segurança como me disseram, mas, sempre tomando cuidado igual em toda cidade que vou, eu andei tranquilamente, até mesmo quando estava sem o guia e pude conhecer muita coisa de Olinda.

Minha recomendação é a de que tome cuidado do mesmo jeito que precisamos tomar em qualquer cidade do país, infelizmente algumas coisas acontecem e não temos como prever. Caso alguém tenha uma informação melhor, por favor deixe nos comentários, isso sempre agrega muito e pode ajudar alguém que esteja com muito medo ou indeciso.

O que fazer em Olinda em 1 dia

Em Olinda o que você mais vai fazer é andar, então leve roupas e calçados adequados para não ficar mais cansado no fim do dia. A maior parte dos atrativos turísticos estão no Alto da Sé. Foi lá que comecei, inclusive, meu tour pela cidade.

Cheguei morrendo de fome, deixei as coisas no meu quarto e fui atrás de algum lugar para comer. Subi lá pro Alto da Sé pois dali já iria começar minha andança. Parei um moço para pedir informação sobre algum restaurante, ele me direcionou e complementou dizendo que era guia na cidade. Perguntei quanto ele cobrava para me mostrar tudo e disse que não tinha um preço tabelado, o turista paga no final quanto achar que valeu (dizem que em média pagam de R$ 25 a 30,00).

Contratei o Maciel para depois do almoço, mas já adianto que ele foi incrível, super bem humorado e com bastante informação interessante. Recomendo! Deu para fazer praticamente tudo (se não absolutamente tudo) em 1 dia realmente. Ele faz parte da Associação dos Condutores Nativos de Olinda e todos que também fazem parte estão identificados com camisetas nas cores vermelho ou azul e possuem credencial igual a da foto abaixo. Fique de olho.

Restaurante

Bom, voltando a comida, lá no Alto da Sé existem alguns restaurantes com foco em turistas, pelo menos todos que vi almoçando por ali pareciam estar de passagem na cidade. Como minha fome era gigante (tinha pego um voo de manhã cedinho em sp e só tinha comido a bolachinha integral que a Gol oferece) eu nem fiquei rodeando muito e parei num desses restaurantes que tem por lá mesmo.

Escolhi o Olinda Art & Grill, ele estava lotado e se eu estivesse no meu juízo normal teria fugido dali. Não porque o ambiente era ruim ou a comida não tinha qualidade, simplesmente porque eu odeio lugares com muitas pessoas, minha cabeça fica bagunçada, é doido. Enfim, esperei vagar uma mesa e pedi um prato executivo com um suco de limão por R$ 40,00. Veio MUITA comida, não tô exagerando.

Eu estava com muita fome e ainda assim foi muita comida só para mim. Isso que me disseram que era o menor prato da casa.

Uma outra dica gastronômica boa é escolher alguma barraca lá no meio do Alto da Sé das famosas tapioqueiras. Você pode escolher o sabor tradicional de coco ralado com queijo coalho ou qualquer outro disponível tanto na versão salgada quanto doce. Acho que vale muito a pena, são mulheres que tem em sua família a tradição de fazer tapiocas.

Tour

Já que estava por ali, começamos o tour pela Igreja da Sé, conhecida também como Igreja de São Salvador do Mundo, lugar que contém o mirante mais bonito da cidade e nossos olhos alcançam, inclusive, até a capital do Estado, Recife. Ela abre todos os dias das 08h00 às 16h00 e tem missa todo domingo às 09h00.

Lá dentro podemos observar o túmulo de um arcebispo e os famosos azulejos portugueses, aliás essa foi a primeira Igreja construída na cidade após a chegada deles na cidade em 1540. Após a invasão holandesa em 1630 ela foi totalmente destruída, começando a ser reerguida em 1656. Depois disso ainda passou por várias outras reformas fazendo com que perdesse muito de sua originalidade.

Porém, essa ainda é uma das principais igrejas de Olinda e um ponto certo para todos os turistas que querem garantir uma fotografia do cartão postal da cidade.

Passamos por fora pelo Convento de São Francisco, o primeiro do Brasil, que na época que eu fui visitar, estava fechado para manutenção. A única coisa que consegui ver ao dar uma bisbilhotada pela janela foram alguns azulejos portugueses que contam a vida de Francisco de Assis.

Eu tinha visto na internet que a cidade tinha um forte e eu queria muito conhecê-lo, Maciel me levou porém disse que não costuma mostrar muito para os turistas por estar todo depredado. Infelizmente ele tinha razão, o Fortim de São Francisco estava bem mal preservado. Ele fica de frente para a praia e tem uma vista linda, porém não recomendam ficar por ali sozinha.

Vista a partir do Fortim de São Francisco

Um outro ponto muito importante e que está no roteiro dos condutores é a Basílica e Mosteiro de São Bento que possuem característica barroca, sendo a igreja mais rica da cidade com um altar todo em ouro. Eu, particularmente, não me sinto muito bem dentro de lugares assim com tanta riqueza dentro deles, mas entendo perfeitamente a história e destaco aqui a dica para quem aprecia.

Chegamos na Praça do Carmo, logo no início da cidade, que na verdade seria o começo do tour caso eu não tivesse encontrado com Maciel lá em cima, portanto caso queira ser acompanhado de um condutor, lá é o melhor espaço. Eu acabei nem explorando muito ali e nem sei se tem algo tão relevante para ver. A única ressalva, talvez, seria para a própria Igreja do Carmo, aquela que vemos lá de cima da Igreja da Sé no mirante mais bonito da cidade. No carnaval dizem que a praça torna-se ponto de encontro entre os foliões.o que fazer em olinda em 1 dia

Subimos, então, passando pelo Palácio dos Governadores, outro prédio que eu não entrei mas se você quiser, poderá acessar de maneira gratuita o andar térreo. Em 03 ocasiões na historia do país, o Brasil foi governado dali e hoje é a sede da Prefeitura da cidade de Olinda.

Foi passeando pela rua São Bento que Maciel para e me diz: essa daqui é a casa de Alceu Valença. Apenas uma curiosidade que poderia passar em branco, mas ainda bem que ele mencionou. Eu adorei ver a fachada que tinha um beija-flor gigante na janela, super fofinha e disse o condutor que no carnaval o cantor aparece na varanda para dar um alô ao povo.

o que fazer em olinda em 1 dia
Casa de Alceu Valença

Subindo mais um pouco, encontramos o Mercado da Ribeira, que há muito tempo vendia além de carnes e peixes, escravos. Encontraram ali, vários instrumentos de torturas. Hoje por lá funcionam lojas de artesanatos e lembrancinhas, abertas todos os dias das 09h00 as 18h30. Nos fundos do mercado você pode contemplar de uma linda vista de Olinda também.o que fazer em olinda em 1 dia

Começamos a subir a famosa Ladeira da Misericórdia e acredito que o nome seja auto explicativo. A cidade em si tem muitas ladeiras, por isso, como já recomendado, vistam calçados apropriados que sejam bem confortáveis.

Essa ladeira nos direciona direto para o Alto da Sé, onde eu comecei o tour e onde me despedi de Maciel. Lembrando que, como eu o encontrei no meio do caminho, fizemos o percurso um pouco embaralhado, geralmente os turistas encontram com os condutores lá na Praça do Carmo mesmo, como já falado.

Depois de dar tchau, fui visitar a Casa dos Bonecos Gigantes e Mirins de Olinda, que custa R$ 10,00 para entrar. O preço não é caro, mas eu ainda assim achei que não valeu muito a pena, ainda mais depois de visitar a Casa dos Bonecos de Recife, que é muito mais completa, interessante e divertida com os bonecos mais famosos. Aqui o espaço é bem pequeno, mas já que está por ali, por que não entrar né?

O acervo dos bonecos que são famosos por suas aparições durante o carnaval, conta com algumas personalidades famosas, apresentação de frevo e rende fotos bem coloridas, além de ser uma parte bem importante da cultura do Estado de Pernambuco.o que fazer em olinda em 1 dia

Bem ao lado da casa dos Bonecos de Olinda, fica uma loja pronta para receber a turistada toda. Chama-se Imaginário Brasileiro e contém tudo quanto é tipo de lembrancinha e lembrançona para levar para casa e parentes/amigos. Eu só passei por lá e não comprei nada, pois o preço não me pareceu o mais amigável de todos.

Para terminar o dia, uma boa dica (que eu não fiz mas deixo anotado para que vocês façam) é subir no Mirante Caixa D’água e ver a cidade do alto (ainda mais), ter uma vista muito mais privilegiada e quem sabe pegar um pôr do sol explêndido? Ele fica localizado em frente as tapioqueiras. Custa R$ 8,00 para subir pelo elevador, aparentemente a prefeitura fechou as escadas para os turistas.

Olinda realmente é uma cidade encantadora, com muita energia boa. Acho que tudo ser colorido nos deixa mais animados, mesmo com tantas ladeiras a subir. Eu recomendo de olhos fechados uma visita para a cidade.

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4 Comentários

  1. Oi Juliana! Sou Leonardo, Nasci no Recife e minha família veio pra cá pra Olinda quando era muito criança.(E isso já faz um tempão, rs!)
    Essa coisa dos assaltos, ataques a mulheres, etc…Isso infelizmente é uma realidade sim. Não há exagero nas recomendações e chemadas de atenção dos motoristas e demais pessoas que você citou. Dizer que elas estão paranoicas seria errado da minha parte.
    Entretanto, é como você colocou aí no texto, ter cuidado, como em vários outros locais aqui no Brasil que você vai e não conhece: as ruas,becos, se entra num lugar ou em outro…enfim…Também não é nenhum Mad Max.
    Eu moro num bairro “recente” da cidade. Na altura em que eu escrevo esse comentário, já se vão 2 anos que eu não passo pelo Sítio Histórico. Não é como atravessar a rua e ir na Sé ou em S. Bento, sabe? Mas eu gosto muito de lá. Como morador, vivo entre a delícia de ter acesso a tanta riqueza cultural, histórica e estética e a angústia de ver essa coisa toda ser um tanto mal cuidada.
    Parabéns pelo post e espero que tenha curtido sua estada aqui.

    1. Poxa Leonardo, muito obrigada por contribuir com esse relato de quem mora em Olinda há anos. Eu amei a cidade, fui surpreendida porque não pensei que gostaria tanto. Estou doida para retornar no carnaval rs.

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