Viagem para Alter do Chão no Pará: dicas de planejamento

dicas de viagem para alter do chao

Alter do Chão é o destino mais procurado no Pará, principalmente depois de sua fama de caribe amazônico. Aqui vou contar o que fazer na sua viagem para Alter do Chão, no Pará, e ajudar no seu planejamento.

Como chegar em Alter do Chão

O aeroporto mais próximo de Alter fica na cidade de Santarém e foi por ele que eu cheguei. Eu já estava no Pará, em Belém. Saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro você fará conexão em Belém, provavelmente. De Brasília e Manaus há voos diretos para Santarém.

São 34 km do aeroporto até o centrinho de Alter do Chão. E você pode optar por chegar das seguintes formas:

– Táxi: muitos voos chegam de madrugada em Santarém e o táxi acaba sendo uma alternativa importante nesse caso. Ou talvez você chegue durante o dia mas queira um conforto maior. O preço médio é de R$ 100,00 porém conheci quem pagou R$ 70,00 negociando bem com o taxista.

– Transfer: uma opção um pouco mais cara do que o táxi, por volta de R$ 100 a 150,00.

– Ônibus: a melhor opção para quem chega durante o dia e quer economizar. Para isso você precisará pegar dois ônibus. O primeiro saindo do aeroporto em direção à Santarém e passando pelo Rio Tapajós Shopping. Desça no ponto do shopping e de lá pegue o ônibus para Alter do Chão, que passa de meia em meia hora.

Se você quiser uma experiência diferente e autêntica, pode chegar em Santarém de barco, saindo tanto de Belém quanto de Manaus. Partindo de Belém são três dias de viagem e você pode escolher entre dormir em rede ou em cabines com ar condicionado e banheiro privativo. Os preços variam de R$ 147 a 1500,00 dependendo da escolha de onde dormir e destino.

Você pode verificar os preços aqui.

De todo jeito, ao chegar em Santarém precisará ir para Alter com uma das formas mencionadas anteriormente.

E se depois de Alter você quiser visitar a Amazônia sem medo, recomendo ler sobre a experiência do blog Receitinhas e Viagens, que optou por fazer um cruzeiro.

LEIA TAMBÉM:
Como ir de trem de São Paulo para o Aeroporto de Guarulhos
O que é um hostel e como funciona

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Hospedagem

Já contei num post exclusivo aqui no blog sobre minha escolha de hospedagem em Alter do Chão.

Fiquei no Don Preguiça Hostel e achei excelente. Bem localizado, super limpo, quartos com ar condicionado, mesa de sinuca, voluntários fofos, galera animada e muita eficiência.

Para ver o post completo e saber todos os detalhes: https://alemdacurva.com/onde-se-hospedar-alter-do-chao/

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Passeios em Alter do Chão

Uma primeira coisa que você precisa entender sobre os passeios: a maioria não fica em Alter do Chão. Você precisará contratar passeios de barcos para chegar em locais distantes e lindos.

Claro que existem pontos turísticos para conhecer por Alter mesmo, mas a maioria está fora e só se chega de barco. Sendo seus preços entre R$ 100 a 250,00.

Cada passeio vai em direção à um local específico e faz outras paradas, que podem mudar dependendo da época, do turista ou do barqueiro. Podendo acontecer de que um passeio que eu tenha feito não seja exatamente igual o que você encontrará.

Agendamento dos passeios:

Como eu contei no post da hospedagem em Alter do Chão, eu agendava meus passeios a noite no próprio Don Preguiça Hostel para o dia seguinte. E assim acabava sempre indo com alguém do hostel junto, já fazendo amizade logo de cara.

Você pode também agendar com os próprios barqueiros na Associação de Turismo Fluvial, que fica na orla de frente para a Ilha do Amor.

Uma outra opção é chegar de manhã cedinho e ver quais as opções de passeios que irão sair e, se estiver sozinho, verificar se existe vaga em algum grupo.

Recomendo que só chegue no mesmo dia do passeio em baixa temporada. Na alta temporada é essencial fazer um prévio agendamento e garantir sua vaga.

Passeios para fazer de barco ou lancha:

Canal do Jari:

O canal do Jari possui uma cor mais escura por ser um braço do Rio Amazonas que se encontra também com o encontro dos rios Tapajós e Arapiuns. Recebe esse nome por conta da comunidade Jari do Socorro.

No passeio nossa primeira parada foi a Trilha da Preguiça, com a Dona Rosângela. Porém, antes de chegarmos lá avistamos dois botos cor de rosa que passavam pelo canal. Um momento incrível!

A Trilha da Preguiça é feita em separado, caso o turista tenha vontade, sendo paga a parte. Você pode optar por ficar esperando, ela não é demorada. E basicamente avistamos pica-pau, bichos-preguiças de monte e macacos. Além de ver uma árvore Sapucaia de 300 anos.




Depois seguimos para experimentar vitória-régia! Isso mesmo.

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O espaço é da Dona Dulce, quem também prepara diversas possibilidades de comidas a base do caule da vitória-régia. Teve rabanada, moqueca, tempurá, doce e muito mais. Uma experiência bem legal, já que eu nunca imaginaria que vitória-régia é comestível.



Um pouco da lenda:

“Uma índia, querendo ser levada pela Lua e transformada em Estrela, numa bela noite ao ver o reflexo do luar no rio, mergulhou querendo alcançá-la e começou a se afogar. Então a Lua, compadecida, resolveu transformar a bela índia em uma ‘estrela das águas’ – única e perfeita – que é a planta Vitória-Régia”.

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Para o almoço nossa parada foi na famosa Casa do Saulo, que eu apelidei de casa ostentação. Possui piscina e pontos super instagramáveis, além do bar e restaurante. A comida é bem boa.

Nesse dia foram várias paradas. A próxima foi no Lago Tapari, mais conhecido como Lago Preto, para banho rápido. Foi um ambiente super calmo, já que ele fica meio escondidinho, embora seja mega fácil chegar nele.

Aqui acabei não levando o celular, portanto sem fotos.

Antes da última parada, ainda deu tempo de pegar um pouco de praia em Ponta de Pedras, um local com várias mesas, cadeiras e guarda-sóis de palha, além de restaurantes. É praia do rio Tapajós.

Ela é super gostosinha, com várias pedras onde podemos subir e ficar contemplando a paisagem. Só tome cuidado para não escorregar.

Por fim, nosso pôr do sol foi na Ponta do Cururu, um local mega lindo e rústico, pois é apenas uma faixa de areia que possui um pôr do sol inesquecível. Também no Rio Tapajós, aqui costuma lotar nesse horário, pois é um ponto bem famoso.

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Floresta Encantada:

Como eu visitei Alter do Chão em Setembro, não pude fazer esse passeio que só acontece na época da cheia (de fevereiro a julho).

Nesse período o rio chega a encher a floresta, tornando-a alagada e um cenário que parece sair de conto de fadas. Lindo! Ainda mais combinado com o Lago Verde.

No blog Belo Alter eles contam direitinho como fazer esse passeio.

FLONA:

De longe um dos melhores passeios!

A Flona é a Floresta Nacional do Tapajós, abrange quatro municípios da região e para chegar nela de barco demora mais de uma hora. O barqueiro atraca na comunidade de Jamaraquá, no município de Belterra, onde será nossa base para fazer a trilha.

Paramos para deixar o pedido de nossas escolhas do almoço: peixe ou frango caipira. Escolhemos na chegada, de manhã, porque faremos uma trilha longa e cansativa, assim quando voltarmos estará tudo pronto para apenas recarregar as energias. A comida, que estava deliciosa, custou R$ 27,50 (com a bebida).

Depois fomos de encontro com nosso condutor Sebastião – você só pode fazer a trilha com algum condutor, que é um morador da própria comunidade. Cada condutor leva consigo até seis pessoas e cobra R$ 150,00 pelo grupo. Estávamos em cinco pessoas (praticamente todas do hostel) e ficou R$ 30,00 pra cada.

A trilha do Piquiá, pode ser feita cortando caminho e indo direto para o ponto onde vemos a Samaúma e mergulhamos no igarapé, tendo um pouco mais de 9 km em mais ou menos 04 horas de duração.

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Se quiser, pode fazer a trilha completa, passando por vegetação primária (árvores que tiveram muito pouca ou nenhuma interferência humana, centenárias e típicas da região). Esse percurso tem 11 km e mais ou menos 05 horas e meia de duração. Foi o que escolhemos.

E durante a caminhada Sebastião (que é filho de um dos condutores pioneiros de lá) vai parando e nos mostrando (e explicando sobre) uma vegetação tão viva e rica, algumas árvores com mais de 450 anos e outras com propriedades medicinais, que de outra forma talvez passaríamos reto e nem reconheceríamos.

O ápice, claro, fica para a Samaúma de 300 anos, com 50 metros de altura e que precisa de 18 pessoas ao seu redor para conseguir abraçá-la.

E por fim, mas mega importante, chegamos no igarapé de água verdinha e geladinha. Tudo que meu corpo precisava depois da trilha, que foi menos pesada do que eu pensei ser, mas cansa.

Aliás, a maior parte é em mata fechada e só tem uma subida complicadinha, quase no final da trilha. De resto, eu – que não faço nenhum tipo de exercício em casa – consegui sobreviver bem. Só não esqueçam: levem água e frutas ou algo do tipo para comer no caminho (até porque só vamos almoçar lá pelas 15 horas ou mais).

Ao voltarmos fomos direto almoçar, onde já estava tudo praticamente pronto pra gente.

Depois passamos numa lojinha de artesanato da comunidade com peças feitas em látex. Muito lindas!

Ao voltar para Alter do Chão, o passeio não acabou. Ainda paramos na praia de Cajutuba para pegar um pôr do sol. Ela estava vazia, só nós cinco e Sebastião (não o condutor, o barqueiro). Nesse dia o sol ficou escondido, mesmo assim foi bem gostoso ter aquele local só pra gente.

O barco custou R$ 120,00 por pessoa.

Arapiuns:

Um passeio que dizem ser, junto com a Flona, um dos melhores – porém não fiz.

Ele passa por um local onde se visitam tartarugas (você pode fazer ou ficar esperando o grupo – pago a parte) e depois vão para um apiário onde criam abelhas sem ferrão para extração do mel que vai em vários produtos.

E claro, Arapiuns, uma das praias mais bonitas (segundo uma moça do hostel que fez o passeio e saiu apaixonada).

Esse passeio foi feito pela equipe do Globo Repórter numa matéria sobre Alter do Chão que ficou muito boa.

Passeios para fazer sem barco ou lancha:

FLONA:

Mas como assim Flona de novo? É porque você consegue chegar até a comunidade de Jamaraquá, onde fazemos a trilha pela Flona, por conta própria também.

Para isso você pega um ônibus de Alter do Chão para Santarém. E de Santarém para a Comunidade de Jamaraquá (R$ 12,00 o ônibus). O problema é fazer bate e volta, já que o ônibus que sai da comunidade para Santarém é de manhãzinha – entre 04h30 e 06h30.

O ideal é dormir por lá, o que eu acho que vale muito a pena. Tem opção de redário ou cama na casa dos moradores da comunidade e os valores são muito baratinhos, R$ 20,00 com café da manhã. E assim você aproveita tudo bem tranquilamente e numa vibe bem deliciosa.

Se eu tivesse mais tempo com certeza teria optado por ir de ônibus e dormir por lá.

Ilha do Amor:

Essa é a praia que você consegue observar do centrinho e da orla de Alter.

Para chegar até ela você pega um barquinho que custa R$ 5,00 para atravessar. Isso não demora nem cinco minutos.

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Como deve imaginar, fica lotada. Tem muitas opções de restaurantes, com cadeiras, mesas e guarda-sóis. E a galera fica toda nessa área.

Como vocês já devem saber, eu não sou muito de ficar em local cheio, ainda mais com tanto som de aparelhos de música ligados.

Então eu sentei por ali, pedi algo para comer: prato individual (que sobrou e pedi pra embrulharem e levei para o hostel) com feijão, farofa, batata, vinagrete, arroz e frango por R$ 20,00.

Depois que terminei de almoçar, segui para o fim da praia, numa área sem estrutura alguma e que, claro, era mais a minha vibe.

Estendi a canga e fiquei contemplando os sons que vinham só da natureza. Eu gosto e prefiro assim, mas não tem certo ou errado. Se quiser ir pra muvuca, seja feliz, não tem ninguém impondo regra. Eu não sou mais good vibes por isso e você não é menos good vibes por ficar lá com a galera.

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De um lago a lagoa e do outro o Rio Tapajós. Um cenário que me fez sentir muito amor – o Brasil é liiindo!

E como se não pudesse ficar ainda mais perfeito, o sol se põe atrás do Tapajós num momento de agradecer aos céus, orixás, duendes, santos, universo, Mãe-Natureza, à Xuxa, o que quer que você sinta em agradecer.

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Pôr do sol no CAT:

No Centro de Atendimento ao Turista (CAT) fica um trapiche de onde se tem uma visão privilegiada do pôr do sol. A dica é chegar cedo porque quando o sol começa a descer, começa a lotar.

A praia do CAT também é um bom local para se banhar.

Serra da Piraoca:

No fim da Ilha do Amor há uma trilha de mais ou menos uma hora, que te privilegiará com uma vista linda de Alter do Chão (pelo menos é o que diz quem já a fez – eu fiquei com preguiça, confesso).

Me falaram que era subida constante e um pouco pesada, então não quis arriscar. Mas se você curte esse tipo de aventura e gosta de ver os locais do alto, com certeza valerá a pena. Alter é linda demais.

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16 Comentários

  1. As travessias de barco para fazer os passeios são tranquilas ou muito tumultuadas por águas turbulentas?

    1. Oi Leo, depende muito do passeio. O que fiz para o Canal do Jari foi MEGA tumultuado (precisamos nos segurar e molhou tudo dentro do barco), já para a Flona foi bem tranquilo.

  2. Quanto lugar lindo para se ver o por do sol, e a praia de Cajutuba acho que seria minha favorita e entraria com certeza no roteiro.

  3. Quanta foto linda de Alter do Chão. Fiquei com muita vontade de conhecer. Achei super prático poder reservar os passeios no dia anterior no próprio hostel, fiz isso em Bonito e foi super prático!

  4. Esse lugar entrou pra minha lista recentemente, pq comecei a ver tanta gente indo que quero conhecer! Além do Pará e Ilha do Marajo tb!
    Ja salvei esse post aqui pra me ajudar a planejar!

  5. Olha, sou louco pra conhecer esse lugar, seu post me deu ainda mais vontade. E que fotos lindas!!! Parabéns!

  6. Estou apaixonado por esse lugar, pelas fotos, pelas dicas, pelas informações. Quanta beleza, quanta atividade, quanta delícia. Esse post é um guia de como encontrar a felicidade no paraíso! Quero muito conhecer!

  7. Oi Ju, maravilhoso seu post sobre Alter do Chão! Queria combinar minha viagem para Manaus com Alter, mas vou em Março e li que perderia muitas praias de Alter que na cheia desaparecem. Vou deixar para ir em outra época e com mais calma.

    1. Na época da cheia você consegue fazer passeios como a Floresta Encantada, mas talvez perca um pouco da Ilha do Amor caso encha muito, não tenho certeza porque fui na seca. Mas se quiser ir em outra época, não deixe de colocar outros destinos do Pará nessa outra viagem, é um Estado sensacional.

  8. Adorei esse seu post sobre Alter do Chão . Ando com muita vontade de conhecer esse lugar. Queria saber se vale a pena alugar um carro

    1. Oi Silvana. Olha, para Alter especificamente acho que não compensa. Lá é tudo perto e você fará as coisas a pé. E a maior parte dos passeios se faz de barco, então o carro ficaria guardado. Ele só serviria mesmo para ir de Santarém até Alter com mais praticidade, mas em Alter você mal usaria o carro.

  9. Vou admitir minha ignorância de que nunca tinha ouvido falar neste lugar. Apareceu nas minhas pesquisas dentrod e destinos diferentes no Brasil e seu post despertou minha curiosidade! Adorei!

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