O que fazer em Areia, na Paraíba

o que fazer em areia na paraiba

Quando fui à Paraíba na casa de minha amiga, ela comentou sobre uma cidadezinha do interior que achava uma gracinha e tinha muita vontade de conhecer: Areia. Eu, que de boba só tenho a cara, fui logo pesquisar sobre esse lugar que eu nunca havia ouvido falar na vida e o que fazer em Areia.

LEIA: 33 Destinos no Nordeste além das praias para você conhecer

E como eu já contei pra vocês, minha meta nessa viagem era ir além dos lugares óbvios, ou seja, do litoral nordestino. Quando vi as fotos, fiquei em choque com a fofura da cidade e logo tratei de encaixar em meus dias um bate e volta para lá, uma pena que fui sozinha pois Marne não tinha tempo. Só fui descobrir mesmo o que fazer por lá quando cheguei na cidade e infelizmente acabei não conseguindo ver muita coisa.

Claro que aqui deixarei todas as minhas descobertas registradas, porque quero que vocês sempre tenham um bom panorama do que encontrar.

Areia é uma cidade alta no brejo paraibano que fica na Serra de Borborema e no inverno faz frio de verdade.

Não é a toa que recebe de julho a setembro o festival de inverno Caminhos do Frio, que também passa por mais 8 cidades paraibanas: Pilões, Matinhas, Solânea, Serraria, Bananeiras, Remígio, Alagoa Nova e Alagoa Grande.o que fazer em areia na paraiba

Como chegar em Areia

Peguei um ônibus na rodoviária de João Pessoa que custou R$ 31,50 e passava por mais outras cidadezinhas, o que fez demorar mais ainda para chegar em Areia. Porém, aproveitei para curtir o visual do caminho que ia mudando conforme saíamos do litoral e entrávamos no interior.

Eu fiz um bate e volta, mas cheguei já em horário de almoço e não pude aproveitar, como já disse, muitas coisas da cidade. Recomendo chegar bem cedinho para não perder as visitas aos engenhos e ter tempo de passear e se perder nas ruas fofinhas de Areia.

Aliás, eu adoro pernoitar nos lugares, então também recomendaria isso se você tiver mais tempo.

LEIA MAIS:
O que fazer em João Pessoa
O pôr do sol em Cabedelo, na Paraíba
Praias do Litoral Sul da Paraíba
Barra de Mamanguape PB
O que fazer em Cabaceiras, no cariri paraibano
Lajedo de Pai Mateus

Onde comer

Como mencionei, cheguei no horário do almoço e com muuuita fome!

Desci do ônibus e saí perguntando nos comércios onde recomendavam almoçar. Um senhor me deu as coordenadas para o Restaurante e Cachaçaria Barretão, um self service gostoso por R$ 13,00, super bem arrumadinho, com decorações lindíssimas e uma vista incrível da serra.

O que fazer em Areia

  • Visita aos engenhos:

Fiquei sabendo desse passeio quando cheguei na cidade, mas eles são muito famosos e os mais visitados.

Um deles, o engenho Triunfo, produz uma das cachaças mais vendidas do Estado, contando com visita guiada por todo o processo de fabricação da bebida, além da degustação. O preço é de R$ 5,00.

Outro elemento forte é o Açúcar e claro, existem visitas aos engenhos, e uma outra boa opção é conhecer o Museu da Rapadura, ou Museu do Brejo Paraibano, que faz parte do Ciclo do Açúcar.

  • Passear pelo centrinho:

O charme da cidade são suas casinhas fofas e todas coloridinhas que me encantaram demais. E não são apenas cheias de cores, elas tem adereços em suas janelas e portas que me lembraram a época de São João.

  • Teatro Minerva:

Primeiro teatro da Paraíba, que mantém sua arquitetura barroca. Era um teatro de renome muito grande, onde grandes artistas já se apresentaram e saíam de seus Estados para ir até lá, hoje abriga peças teatrais e eventos de artistas locais.

Não é repleto de detalhes como muitos que encontramos pelo país, mas tem história.

  • Casa de Pedro Américo:

E se istoria é algo que não pode faltar em suas viagens, vá visitar a pequena Casa Museu de Pedro Américo, o artista que pintou o quadro O Grito do Ipiranga. Certamente você já o viu em alguma aula de história. Entrada gratuita.

  • Comunidade Quilombola Senhor do Bonfim:

Areia é lar dessa comunidade que tem uma história forte.

Foi trabalhando no engenho em condições de semiescravidão, presas ao sistema de barracão e pela negação do direito a terra, que as famílias da comunidade vão se reproduzir no decorrer do tempo. Essa reprodução realizou-se sempre marcado pela violência, já que caso não fossem cumpridas as obrigações morais firmadas entre morador e proprietário a expulsão da terra e a punição da família era efetivada.

(…)

Com a venda da terra em 2003, os novos proprietários entraram com um pedido de reintegração de posse que culminou  na prisão de dois antigos moradores. Iniciam-se também as ameaças de morte e de expulsão, assim como a restrição do acesso a algumas áreas as famílias negras pelos novos proprietários. Esse conflito perdurou até o ano de 2007 quando a terra com 122 hectares foi adquirida pelo INCRA.

Dentre uas práticas culturais encontramos: A ciranda, o coco de roda, folguedos, o banho de rio, as festas religiosas, o “fazimento de quartos” (culto aos doentes e defuntos), os funerais com as excelências, o curandeirismo, os cultos religiosos de matriz africana, como umbanda e candomblé.

(Paraíba Criativa)

PLANEJE SUA VIAGEM!

Toda reserva que você faz por um link aqui do blog eu ganho uma pequena comissão, enquanto você não paga nada a mais por isso. E ainda ajuda a manter o Além da Curva no ar, com muitas novidades sempre.

Então, que tal reservar?

Hospedagem com ótimos preços pelo Booking.

Aluguel de quarto ou apartamento pelo Airbnb.

Seguro viagem pela Seguros Promo.

Chip internacional com a Viaje Conectado.

Você pode gostar

6 Comentários

  1. Juliana, amei seu texto e suas dicas. Também sempre tento ir “além dos lugares óbvios” para fazer novas descobertas e você me deixou louca de vontade de conhecer Areia! Não tinha idéia de quanta coisa bacana tem por lá!

  2. Festival de Inverno em plena Paraíba? Existe frio no Nordeste então?! rs
    Essa sua primeira foto me lembrou muito Olinda, chegou a conhecer? Essas casinhas históricas e coloridas são muito lindas!

  3. Que fantástico! Achei uma fofura o lugar e também sou adepta do turismo de experiência. Aprender mais sobre as nossas raízes é fundamental.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *