9. Liberdade

Eu sempre fui uma pessoa muito urbana, que odiava ir à praia, idolatrava o frio e queria ficar dentro de casa. Depois de ir ao Rio de Janeiro lá em 2012, os próximos meses foram importantíssimos na formação de uma outra personalidade dentro de mim. Descobri essa forma mochileira de viajar e principalmente, entrei em contato com os mochileiros. E de repente me vi a pessoa mais amante da natureza que existia. Queria buscar trilhas pra fazer, programava viagens para a praia, descobri um amor […]

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8. Epifania

Faz tempo que escrevi o último texto. Nele falei sobre como uma conversa despretensiosa com um amigo me fez saborear a vida mochileira e entrar mais em contato com pessoas que viviam desse modo. Porém, existe um fato que realmente mudou minha percepção e filosofia de vida, que me fez realmente querer mudar a minha essência. Eu era uma pessoa muito conservadora, adorava viver no luxo, sempre muito preocupada com o que mostrar aos outros, fechada em uma bolha cor de rosa cheia de purpurina […]

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7. Mochilar

Não sei bem dizer quando comecei a querer viajar excessivamente, buscando alternativas para a falta de grana, mas lembro que um amigo numa conversa despretensiosa me contou de um livro (que virou filme) sobre uma história real de um rapaz que literalmente jogou seu dinheiro fora e queimou seus bens materiais, de codinome Supertramp. Engraçado que eu amei a ideia mas não corri para assistir o filme, fantasiei, como sempre acabo fazendo, sozinha no meu mundinho da lua. Comecei a frequentar grupos no facebook sobre […]

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6. Desapegar

Depois de tantas mortes significativas, eu precisava de uma maneira para me manter sempre firme e descobri um propósito na religião, buscava muitas conversas espíritas com a madrinha da minha irmã, fazia meu pai me levar em centros espíritas sempre que podia, tentava ler e buscar palavras que me confortassem mas fizessem sentido na minha realidade. Nunca fui um exemplo dentro de uma religião. Sim, fui batizada, fiz catequese, mas parei por aí, igreja nunca foi meu forte. Também não era minha fraqueza, ela para […]

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5. Diploma

Em vários momentos dos meus textos ressaltei como não curtia o curso que estava fazendo na época da faculdade, assim como quem me conhece pessoalmente já me ouviu lamentar por ter feito 05 anos de algo que não gostava e me viu em vários momentos revirando os olhos ao falar de Direito. E hoje quero minuciar mais todo esse sentimento e processo, pois aprendi que escrevendo eu abraço minhas sombras e fico livre pra enxergar outras partes minhas com clareza. Desde quando eu era criança […]

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4. Gravidez

Esse é um texto que eu não estava planejando, ia passar mais pra frente a história mas sei lá, estou aqui digitando as palavras e tentando encontrar um começo. Preciso dizer que eu não sinto muita coisa em relação à isso, embora tenha raiva do ocorrido as emoções e sentimentos não me vem na pele sabe? É muito interessante como a mente humana funciona. Desde que comecei a faculdade, saia praticamente todo final de semana para festas e apesar das loucuras, sempre correu tudo bem. […]

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3. Ir além da curva

Depois do falecimento de minha mãe, uma professora e diretora de teatro me chamou para fazer uma oficina com ela a nível de experiência profissional, e eu aceitei. Eram ensaios noturnos, por isso mudei de período na faculdade (cursava o terceiro ano de Direito) e comecei a estudar de manhã. Fazia estágio há um ano e realmente gostava do ambiente de trabalho, pois além de me dar bem na área que estava trabalhando, contava com pessoas extremamente humanas, mas resolvi sair do escritório. Eu já […]

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2. O luto

Na madrugada em que meu pai saiu para ir ao hospital, quando liguei para a Letícia, ela disse pra eu escrever meus sentimentos, porque eu nunca fui boa em falar nada, sempre tropecei nas palavras e gaguejei muito. Já com a escrita, a minha bagunça interna sempre ficou um pouco mais organizada, dava pra me entender. E eu desabafei no texto abaixo. Preciso adiantar que tenho muitas crenças espíritas em mim, não me considero espírita, na verdade não me considero com nenhuma religião específica, se […]

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1. A Curva

Vinte de dezembro de dois mil e onze. Foi esse o dia em que minha bolha estourou e embora eu não lembre da maioria das datas, dessa lembrarei para sempre. Como um segundo aniversário, um renascimento. Morava na cidade de Santa Isabel, interior de São Paulo, com meus pais e irmãos, acordamos naquela terça-feira e minha mãe (Mônica) precisava levar meu irmão (Gabriel) de 07 anos que portava Síndrome de Down ao médico na cidade de Mogi das Cruzes, assim, eu e minha avó materna […]

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Introdução a… nem sei bem o quê

Relutei muito para começar a publicar os textos que virão, afinal não diz respeito à ninguém – quem se importa com o que escrevo aqui? Comecei a relatar esses fatos como um exercício de autoconhecimento, para entender melhor algumas atitudes minhas e de outras pessoas. Escrever parece que, copiando Nelson Rodrigues, enxergo tudo pelo buraco da fechadura. E consigo ver de fora tudo que me aconteceu, dando nome a sentimentos, entendendo situações e analisando um pouco mais friamente tudo que eu não tenho coragem de […]

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